O crescimento de Anápolis como polo logístico do Centro-Oeste, consolidado a partir da implantação do Porto Seco e da Base Aérea, impulsionou uma demanda por pavimentos industriais capazes de suportar cargas dinâmicas severas. Sobre o chapadão goiano, o projeto de pavimento rígido exige uma leitura precisa do substrato, que frequentemente alterna entre camadas de latossolo argiloso maduro e veios de solo saprolítico. A estação seca prolongada, característica do cerrado anapolino a 1.000 metros de altitude, impõe ciclos de retração e expansão que afetam diretamente a rigidez do subleito, tornando o dimensionamento de placas de concreto um desafio que vai muito além da simples verificação de resistência à compressão. A presença de perfis de intemperismo profundo, comuns na região do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), demanda investigações complementares como o ensaio CPT para identificar variações de resistência de ponta que os furos tradicionais podem mascarar.
O módulo de reação do subleito em solos lateríticos de Anápolis pode variar em até 40% entre a estação chuvosa e a seca, impactando diretamente a espessura da placa de concreto.
